Morre Guerrinha, voz marcante do jornalismo esportivo gaúcho

Morre Guerrinha, comentarista esportivo gaúcho que marcou gerações com sua voz e frases icônicas no rádio e nos jornais.

28 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

O futebol gaúcho e o jornalismo esportivo perderam uma de suas vozes mais autênticas. Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, faleceu aos 70 anos em Porto Alegre, vítima de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro grave. Com mais de 45 anos de carreira, Guerrinha deixou um legado de carisma, informação e bom humor nas ondas do rádio e nas páginas dos jornais.

Guerrinha estreou na Rádio Gaúcha em 1999, onde se destacou como comentarista esportivo. Sua habilidade para criar frases de efeito, muito divertidas e ao mesmo tempo críticas, conquistou milhares de ouvintes durante seus 26 anos na emissora. Além da voz marcante no rádio, Guerrinha marcou presença na imprensa escrita por quase cinco décadas, acompanhando o dia a dia do futebol e o universo do turfe, sua paixão herdada do pai.

Filho do conhecido comunicador Adroaldo Guerra, o Vovô Guerra, Guerrinha cresceu rodeado pelo ambiente do rádio. Ainda jovem, iniciou sua carreira escrevendo sobre corridas de cavalo, paixão que veio do convívio com o pai, também apresentador da Rádio Gaúcha. A partir de 1983, passou a integrar o grupo RBS, escrevendo para Zero Hora e acompanhando o Internacional nos gramados de Porto Alegre com olhar atento e apurado.

A transição para o futebol foi natural, já que o interesse pelo esporte sempre acompanhou sua trajetória. Começou a se envolver com a cobertura do Colorado e do Gre-Nal, assunto que dominava com propriedade e uma pitada de humor. Seus relatos e comentários traziam à tona histórias curiosas e a visão pessoal de quem viveu intensamente o dia a dia dos clubes mais tradicionais do Rio Grande do Sul.

Além do rádio e dos jornais, Guerrinha conquistou espaço na televisão da RBS, onde atuou no programa 'Lance Final'. Sua entrada na TV também foi marcada por sua característica espontaneidade e simplicidade, mostrando que tinha talento para se comunicar em diferentes meios e cativar o público de várias gerações. Sua energia e risada inconfundível eram sua marca registrada, tanto no ar como nos bastidores.

Para o Internacional, o falecimento de Guerrinha representa a perda de um grande amigo do clube e da torcida. Ele esteve próximo aos bastidores do Beira-Rio por anos, trazendo informações confiáveis e análises importantes, sempre com respeito e olhar crítico. A forma como compartilhava o futebol ajudou a aproximar os torcedores da rotina do time, ajudando a fortalecer a relação entre clube, imprensa e apaixonados pelo Colorado.

Para a torcida colorada, Guerrinha deixa uma saudade imensa. Foram muitas as vezes em que suas opiniões, sempre bem fundamentadas e por vezes irônicas, sacudiram o ambiente esportivo local, fazendo pensar e emocionando ao mesmo tempo. A história do Internacional se mistura com as narrativas do comentarista, presente em momentos de vitórias e também de desafios.

O futebol continua em campo e a vida no Beira-Rio segue, mas a memória de Guerrinha permanecerá viva. Sua contribuição para o jornalismo esportivo gaúcho é inspiração para novos profissionais e para todos que acompanham o esporte com paixão. O Internacional e sua imensa torcida reconhecem o valor deste personagem que esteve tantas vezes ao lado do clube, na emoção das transmissões e nos bastidores do futebol.

Nos próximos jogos, no calor da torcida e no compasso das emoções, os colorados certamente sentirão a falta daquele relato único e das frases inconfundíveis de Guerrinha. A sua jornada pode ter chegado ao fim, mas a voz forte, agradável e irreverente seguirá como parte da história do futebol gaúcho e do Internacional.

—Cadastre-se grátis para ganhar pontos lendo notícias.Cadastrar