Alisson Santana: do teste rejeitado no Inter à seleção brasileira

Alisson Santana, reprovado no Inter na infância, vira promessa do Brasil e brilha no Shakhtar Donetsk, sonhando com retorno ao futebol gaúcho.

31 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

Alisson Santana, atacante de 21 anos do Shakhtar Donetsk, surpreendeu ao ser convocado para a seleção brasileira principal para os amistosos contra Japão e Singapura. Esta foi a primeira vez que o jovem recebeu o chamado de Carlo Ancelotti, marcando uma grande conquista em sua carreira até então. A convocação trouxe à tona uma trajetória cheia de desafios e superações, especialmente no Rio Grande do Sul, onde iniciou a caminhada no futebol.

Apesar de ser natural da região metropolitana de Porto Alegre, Alisson nunca atuou pelos dois principais clubes gaúchos. Aos 11 anos, fez um teste nas categorias de base do Internacional, mas foi reprovado. Pouco tempo depois, esteve por um fio de integrar o Grêmio, mas optou por Minas Gerais, onde foi contratado pelo Atlético-MG para a categoria sub-17. Foi ali que realmente começou a se destacar, conquistando a torcida e tornando-se uma das promessas do clube sob o comando de Felipão.

A história do atacante tem raízes humildes. Nascido em Cachoeirinha, Alisson jogou em um clube local, o Cruzeiro de Porto Alegre, atual Cruzeiro de Cachoeirinha. Mesmo quando criança, enfrentou dificuldades como falta de material próprio. Muitas vezes esperava do lado de fora só de meia para que algum colega de time terminasse o treino e emprestasse chuteiras para ele treinar. Somente com a ajuda de familiares de seus companheiros conseguiu comprar seu próprio material e seguir adiante no sonho de ser profissional.

Após o sucesso pelo Atlético-MG, Alisson Santana chamou a atenção do mercado internacional e, atualmente, coleciona bons números pelo Shakhtar Donetsk, na Ucrânia. Com 50 partidas, soma 11 gols e 14 assistências, assumindo papel importante no clube europeu. Agora, com a chamada para a Seleção, o jogador reafirma seu crescimento e a evolução que tem mostrado, abrindo possibilidades para o futuro no futebol europeu.

Ao comentar a convocação, Alisson mostrou muita humildade e emoção. Ele destacou o sonho de infância realizado ao vestir a amarelinha, ainda que a ficha demore a cair. O atacante ainda brincou que, apesar do reconhecimento na Europa, segue pouco conhecido no Rio Grande do Sul, onde espera retornar para atuar um dia. O desejo é claro: construir uma carreira de alto nível, chegar à Premier League e, nas fases finais da sua trajetória, voltar a jogar em clubes do seu estado natal.

Para o Internacional, a história de Alisson serve de lembrança de que o caminho até o profissional nem sempre é linear. Reprová-lo nos testes não impediu que se tornasse um jogador de seleção. O episódio reforça a importância de enxergar o potencial além do imediato e valorizar o desenvolvimento de jovens talentos com paciência e apoio. O Colorado segue atento ao mercado, buscando oportunidades para fortalecer seu elenco, enquanto vê exemplos como o de Alisson como inspiração para seus próprios passos.

O que vem pela frente agora para Alisson Santana é a segunda etapa desta temporada na Europa, com o Shakhtar Donetsk, que enfrenta desafios na Liga dos Campeões e no campeonato ucraniano. A convocação abre portas para mais visibilidade, ao mesmo tempo que aumenta as expectativas para seu desempenho. Para o torcedor colorado, fica a torcida para que o clube continue descobrindo talentos, aprendendo com histórias como a de Alisson e reforçando a caminhada diária rumo a novos títulos.

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